Paranormalidade

Não tenho pretensão de ser a portadora da verdade, porque esta cada um tem a sua e deriva de experiências e processos individuais que juntos formam uma grande verdade. Para chegar a ela é preciso ter postura, controle, se permitir vivenciar o que está sentindo e não o que os outros querem.

O ser humano criou um mundo racional/emocional que mostra claramente o controle, a desestrutura consigo e com terceiros, já que tudo deve ser como ele quer. Distanciou-se tanto da naturalidade e da interação do “paraíso” que poucas coisas fazem sentido hoje.

Para não mistificar, deixe dizer o que entendo como “paraíso”: um planeta habitável, riquíssimo em recursos naturais e farto em condições de sobrevivência e de espaço. Nele, uma raça perfeita com todas as condições de evoluir com equilíbrio.

Vejo como “naturalidade do paraíso” às pessoas usando plenamente suas capacidades para construir uma sociedade harmônica, onde todos têm seu espaço para viver com dignidade, liberdade e felicidade.

Classifico os homens que construíram o mundo de hoje como “racionais controladores”, pois descartaram do ser humano o seu lado “paranormal”, fazendo-o perder o que há de mais individual em si.

Mas, onde está a paranormalidade? O que é isso que incomoda, intriga, ilumina, ajuda, atrapalha o ser humano?
Paranormalidade é uma classificação científica criada para tirar da normalidade o que é natural do ser humano e que ele, como “racional controlador”, não sabe explicar.
Realizar fenômenos, sejam eles mais “circenses”, ou ter uma simples intuição fazem parte da capacidade do nosso ser como poder respirar. É nato e herdado geneticamente.
Nos perderíamos descrevendo as classificações dadas pela Parapsicologia para explicar tudo isso, pois é um processo individual e único. Como a impressão digital, nenhuma pessoa tem a mesma sensibilidade que a outra.
Para cada religião já foi criado um rótulo. Segundo alguns céticos tudo é charlatanismo, assim como para o Pe. Quevedo e outros “inquisidores” que, se pudessem, botavam todo mundo na fogueira.

Mas, porque essa capacidade incomoda tanto?
Porque liberta. Liberta de dogmas, de mestres, de toda essa parafernália pesada de carregar que, ao invés de facilitar o dia-a-dia, confunde os caminhos próprios de cada um.
A paranormalidade, ou melhor dizendo, a sensibilidade, tem a ver com as nossas “antenas”. Através delas captamos as energias e movimentos que nos rodeiam, bons e ruins, permitindo uma auto proteção e a indicação segura da melhor escolha a ser feita em todas as situações de nossa vida.

Somos nosso próprio oráculo.
Esse conhecimento, foi escondido pelos “racionais controladores”, rotulado como oculto e disponível apenas para os poucos iluminados e iniciados que freqüentam as cúpulas de religiões e seitas que tem o tal “poder”. Esse poder não existe e serve apenas para encobrir a simplicidade e a liberdade do ser humano.

Minha vidência abriu portas inatingíveis para uma mulher e para uma pessoa que não freqüentou longos anos de iniciação dentro dessas estruturas. Não critico e, sim, respeito às escolhas dos outros. Porém, não acredito em dependência e manipulação.

Cada ser humano tem uma sensibilidade que se demonstra única, originária da nossa genética e possuidora de um código e linguagem próprios para serem traduzidos como orientações e percepções na vida. Isso é a paranormalidade.

Conselho grátis: pergunte aos pais ou avós que tipo de sensibilidade tinham os antepassados conhecidos e quais problemas ou vantagens eles tiveram com isso. Em seguida, sinta sua alma, sem racionalizar e sem julgar. Analise sua vida e as escolhas feitas. Quando acertou e quando errou. Perceba onde, qual lugar ou situação lhe dá bem-estar. Depois de perceber tudo isso racionalize. Sem emoção, monte o quebra-cabeça. E sinta o que deve ser feito.

Não existe o “certo” e “errado”. Isso muda de pessoa para pessoa, de povo para povo, de época para época. Só alerto para uma coisa: liberdade traz responsabilidade (o link As Leis deste site, oferece uma reflexão maior sobre isso).

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