Biografia

Nasci em Porto Alegre a 2 de janeiro de 1949. Dois dias antes, uma benzedeira disse a minha mãe, ao passar um crucifixo em sua barriga grávida, que ela seria uma vidente muito famosa e respeitada. Minha mãe, então, procurou desenvolver essa capacidade, mas nunca conseguiu e acabou esquecendo a previsão.
Só aos 40 anos fiquei sabendo do fato, o que foi muito importante para minha organização, já que o prenúncio da benzedeira era, na verdade,  para mim.

Com seis anos tive a primeira experiência paranormal. No meu quarto havia um quadro preto-e-branco de Jesus Cristo. Um dia olhei para o quadro e ele olhou para mim. A imagem de Jesus balançou a cabeça, sorriu e piscou. Fiquei apavorada e pedi para mamãe retirar o quadro.
A partir daí começaram as visões e a percepção dos pensamentos das pessoas. As coisas vinham na minha cabeça em lampejos e turbilhões de
imagens. Era só pensar em alguma que lá vinham os desdobramentos. E não tinha controle de nada.

Muitas coisas estranhas para mim passaram a acontecer. Numa noite, já adolescente, estava secando a louça, quando apareceu um foco de luz em cima do poço que tínhamos nos fundos da casa, perto da cozinha. Entrei em pane, sem entender nada. Mais tarde passou a ser comum ver luzes correndo em minha casa.
Na escola, minhas colegas adoravam estudar comigo, porque, de uma forma natural, eu dizia os conteúdos das perguntas que estariam nas provas para elas.
Quando morávamos em Alegrete, Rio Grande do Sul, uma vizinha recém-casada estava grávida. Contei que o nenê iria nascer no dia 28 de abril, mas ela respondeu que não tinha como, devido às contas do médico. Disse que se nascesse no dia 28 seria a madrinha. Dito e feito, ganhei mais uma afilhada.

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